segunda-feira, 6 de junho de 2011

*


Nota à Imprensa


Sobre os resultados eleitorais

Os resultados do acto eleitoral de ontem, quando ainda faltam apurar os círculos eleitorais da Europa e Fora de Europa, merecem do PCTP/MRPP as seguintes considerações.
 
1 - O facto mais relevante destas eleições foi, sem dúvida, a derrota fragorosa de Sócrates e do PS que nos últimos anos levaram a cabo uma politica de vende-pátrias e de inaudita intensificação da exploração dos trabalhadores portugueses, sob a capa de uma propaganda demagógica e mentirosa.
 
2 - O escorraçamento de Sócrates do poder constitui um acto de saneamento e de higiene na vida pública portuguesa.

3 - A vitória dos seus parceiros do PSD na assinatura dos acordos de traição com o FMI tem a virtude de introduzir uma maior uma clarificação dos campos, na guerra que a partir de agora se vai inevitavelmente desenvolver entre o movimento operário e popular e a classe dos capitalistas.

4 - Para além da estagnação do PCP – que em termos absolutos ainda assim vê diminuir a sua votação - há principalmente a registar a expectável e prevista, pelo nosso Partido, queda a pique do BE (cantou alto cedo de mais), cuja falta de ideologia e uma posição equívoca a respeito do FMI e da dívida tiveram a sua expressão na derrota que averbaram.

5 - Relativamente à candidatura do PCTP/MRPP, se bem que não tenha desta vez logrado eleger pelo menos um candidato, há a assinalar que o Partido obteve a sua maior votação de sempre (63.000 votos), com mais de cerca de 10.000 votos relativamente às eleições de 2009, e, assim, reforçando a posição do maior partido extra-parlamentar.

6 - Importa ainda evidenciar que, no distrito de Lisboa, a nossa Candidatura aumentou de uma vez e meia a sua votação anterior.

7 - Este significativo aumento percentual e em termos absolutos da votação no PCTP/MRPP, mesmo com uma subida da abstenção, ganha uma relevância ainda maior, não apenas porque esta candidatura foi objecto de uma raivosa campanha de silenciamento e de provocação, como por ter sido a única força política que defendeu aberta e corajosamente o não pagamento de uma dívida que não foi contraída pelo povo português, que dela em nada beneficiou, e se bateu do primeiro ao último momento pela denúncia do acordo de traição com o FMI.

8 - A Candidatura do PCTP/MRPP saúda vivamente os milhares de elementos do povo trabalhador, jovens e democratas que, votando nela, manifestaram de forma consciente a sua disposição para a luta que se avizinha, e promete procurar estar à altura das batalhas que se irão suceder contra a tentativa de nos reduzirem a escravos do capital financeiro internacional.

FMI fora de Portugal! Por um governo democrático patriótico!


Lisboa, 6 de Junho de 2011
O Secretariado do Comité Central do PCTP/MRPP



sexta-feira, 3 de junho de 2011

TELEVISÃO - 2º. TEMPO DE ANTENA

GARCIA PEREIRA NOS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO

*  *  *

O camarada Garcia Pereira, acompanhado pelas candidaturas do Partido em Viana do Castelo e Porto, reuniu-se no decurso desta campanha eleitoral com a Comissão de Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

A CT denunciou as intenções da administração de querer descapitalizar a empresa – o fundo de pensões está já descapitalizado (dos 24 milhões euros que deviam existir, existem somente 13 milhões).

A CT também denunciou que a reestruturação que a empresa se prepara para fazer, com os seus homens de mão contratados recentemente - possuindo no curriculum o desmantelamento de outras empresas -, é para efectivamente acabar com a empresa.

O camarada Garcia Pereira corroborou estas preocupações dos trabalhadores, acusando os diversos governos, desde os de  Cavaco Silva até aos de Sócrates, de cumprirem os ditames da União Europeia de levarem Portugal a abandonar o mar.

Quanto aos Estaleiros, afirmou que “está em curso um plano de aniquilamento desta empresa. Por exemplo não tendo nenhuma perspectiva para os estaleiros e amanhã virem invocar o desequilíbrio económico-financeiro assim criado para justificar primeiro o lay-off, algumas rescisões voluntárias e depois um despedimento colectivo”.

Garcia Pereira sublinhou ainda que seria um crime para a região e para o país deixar que os Estaleiros Navais fossem “abatidos ou desmantelados”.


RÁDIO - 2º. TEMPO DE ANTENA

quinta-feira, 2 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

ENCONTRO

DEFENDER A TAP

DESMONTAR UMA ENCENAÇÃO

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NOTA À IMPRENSA


OS DIRECTORES DE INFORMAÇÃO DA RTP, SIC E TVI MENTEM E ESCONDEM A SUA RESPONSABILIDADE
NUM SIMULACRO DE DEBATES

Os Directores de Informação da RTP, SIC e TVI, desesperados com a derrota que a sua atitude antidemocrática sofreu com o recente deferimento da providência cautelar decretada pelo Tribunal de Oeiras, levaram a cabo uma encenação demagógica e provocatória a respeito da ausência de Garcia Pereira e da candidatura do PCTP/MRPP no simulacro que ensaiaram com as gravações de debates.

E fizeram-no, escamoteando acintosamente as razões dessa ausência aos espectadores e aos restantes partidos que aceitaram as condições repudiadas pelo PCTP/MRPP.

Com efeito, como era sobejamente do conhecimento dos senhores directores de informação condenados pela sentença judicial que decretara a providência cautelar, a candidatura do PCTP/MRPP não só foi quem requereu essa providência como nunca se recusou a debater.

O que não significa que estivesse disposta a embarcar em manobras que pusessem em causa o seu objectivo inicial, sancionado pela decisão judicial - o respeito pelo princípio da igualdade de oportunidades relativamente aos cinco partidos que as televisões haviam seleccionado para debates entre si.

Foi por essa razão que a candidatura do PCTP/MRPP, confrontada com a intenção da RTP, SIC e TVI de realizar debates em condições de tempo, lugar e modo desiguais em face dos que havia servilmente proporcionado aos 5 partidos da sua preferência, manifestou imediatamente aos directores de informação responsáveis por aquela ilegalidade a sua total discordância, exigindo que os debates em causa tivessem lugar prioritariamente com aqueles partidos, fossem transmitidos em directo em cada um dos canais e tivessem igual duração.

Foi exclusivamente pelo facto de as direcções de informação não terem até agora assegurado aquelas condições que esta candidatura não aceitou o simulacro de debates pretendido pelos canais televisivos em causa.

Como é evidente, a candidatura do PCTP/MRPP, como partido extra-parlamentar mais votado, não cede nos princípios por que sempre se vem batendo em matéria de eleições democráticas, independentemente das posições que outras candidaturas possam assumir de debater a qualquer preço.

Para aqueles que hoje se queixaram de se terem levantado muito cedo para estarem a tempo nas gravações, deveriam antes pensar que uma situação dessas não se colocaria se os debates se tivessem realizado em directo, como o PCTP/MRPP legitimamente exigiu e que as direcções de informação esconderam dos candidatos em causa.

Não podemos ainda deixar de denunciar a falsidade veiculada nos telejornais das televisões em causa de que nenhum dos restantes partidos tivesse aceite participar nestes debates, para além da CDU - é que o PS declarou por escrito não ter sido contactado para o efeito.

Tal como sempre o dissemos e reafirmamos, a candidatura do PCTP/MRPP esteve e estará disponível para debater, mas em igualdade de circunstâncias com os partidos que antes já debateram entre si e em directo.

A Comissão de Imprensa da Candidatura Nacional do PCTP/MRPP

Lisboa, 31 de Maio de 2011


segunda-feira, 30 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

GARCIA EM DEBATE NA RTP 1 (2ª. parte)

GARCIA PEREIRA EM DEBATE NA RTP 1

TODOS À SESSÃO PÚBLICA!

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SESSÃO PÚBLICA
ABERTURA DA CAMPANHA

Domingo, 22 de Maio às 17 horas
Sociedade de Instrução e Beneficência “A Voz do Operário”

Com Garcia Pereira, primeiro candidato da lista de candidatos pelo círculo eleitoral de Lisboa

Compareçam e tragam um amigo!




segunda-feira, 16 de maio de 2011

«...O POEMA-MURRO...»

*

Poema obsceno


Façam a festa
           cantem e dancem
que eu faço o poema duro
                                    o poema-murro
                                    sujo
                                    como a miséria brasileira
       Não se detenham:
       façam a festa
                              Bethânia Martinho
                              Clementina
       Estação Primeira de Mangueira Salgueiro
       gente de Vila Isabel e Madureira
                                                              todos
                                                              façam
                     a nossa festa
enquanto eu soco este pilão
                               este surdo
                                    poema
que não toca no rádio
que o povo não cantará
(mas que nasce dele)
Não se prestará a análises estruturalistas
Não entrará nas antologias oficiais
                        Obsceno
como o salário de um trabalhador aposentado
                        o poema
terá o destino dos que habitam o lado escuro do país
                        - e espreitam

                                                       Ferreira Gullar (Brasil, n. 1930)
(do livro «Obra Poética» - edições Quasi, 2003)

quinta-feira, 12 de maio de 2011

INAUGURAÇÃO DA SEDE DA CANDIDATURA NACIONAL

A Candidatura Nacional do PCTP/MRPP inaugurará na próxima sexta-feira, dia 13 de Maio de 2011, pelas 18.30 horas, a sua sede de campanha para as eleições em curso.

Nessa ocasião, Garcia Pereira fará uma declaração sobre a situação política, em particular, sobre os últimos desenvolvimentos e posições do Presidente da República, Governo e partidos sobre a crise económica do país que não cessa de se agravar.

Sede da Candidatura do PCTP/MRPP

Avenida do Brasil, 200-A - Lisboa
- Transportes: Autocarros da Carris – 31, 44, 745 e 750 e o Metro, a estação mais próxima é Alvalade (Linha Verde) - 

domingo, 8 de maio de 2011

CARTA À CNE

*
Exmo. Senhor
Presidente da Comissão Nacional de eleições

Com vista a essa CNE proceder ao competente procedimento criminal contra a RTP por violação sistemática e dolosa das normas legais e constitucionais que estatuem a observância rigorosa do princípio da igualdade de tratamento de todas as candidaturas que se apresentaram ao acto eleitoral em curso, vimos comunicar o seguinte:

1. Até ao momento e desde que o PCTP/MRPP formalizou a apresentação da sua candidatura a todos os círculos eleitorais, a RTP ainda não apareceu em nenhuma acção de campanha sua – e vão já três.
2. Hoje, dia 7 de Maio de 2011, no seguimento da acção de denúncia da sua conduta ilegal e discriminatória de promover debates apenas entre cinco partidos parlamentares – levada a cabo ontem, nas suas instalações e com a presença de Garcia Pereira –, a RTP, ainda que tendo indicado (ludibriado) a esta candidatura que ia fazê-lo, não pôs os pés na acção de campanha realizada pelo Dr. Garcia Pereira na OVIBEJA.
3. Sucede que, sem dar qualquer explicação aos telespectadores, a RTP acabou por emitir uma reportagem efectuada nas próprias instalações da OVIBEJA, mas apenas com as candidaturas de Paulo Portas, Passos Coelho e o Sr. Coelho do partido que recentemente o contratou.
4. A RTP revelou assim que se propõe desencadear uma acção retaliatória para com esta candidatura pela firmeza por ela demonstrada no desmascaramento da ilegalidade contínua em que tem incorrido um canal pago com dinheiros públicos, mas que se permite escolher os seus candidatos.
5. Esta candidatura exige dessa Comissão não apenas a tomada de medidas para pôr cobro a esta farsa eleitoral pseudo-democrática e a promover a queixa competente contra a RTP.

Lisboa 7 /05/2011

A Comissão Nacional
da Candidatura do PCTP/MRPP

sexta-feira, 6 de maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

MANIFESTO ELEITORAL

Aqui damos a conhecer o Manifesto Eleitoral da Candidatura Nacional do PCTP/MRPP, o qual mereceu amplo e vivo debate no passado dia 1 de Maio.
Tratemos de o divulgar amplamente!

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A ALTERNATIVA À FOME E À MISÉRIA EXISTE:

UM GOVERNO DEMOCRÁTICO E POPULAR!



ESTAS ELEIÇÕES SÃO UMA FRAUDE!

Neste momento, e a pretexto das eleições, toda a Direita se une para procurar convencer o Povo Português de que lhe não restaria outra hipótese que não fosse a de aceitar a canga em cima do pescoço, voltar a votar no PS ou no PSD e assim permitir que estes levem a cabo a política de fome, miséria e desemprego que, agora de braço dado e a mando directo do FMI e da União Europeia, nos pretendem continuar a aplicar, e que todos nós já conhecemos perfeitamente: despedimentos e desemprego, cortes nos salários e nas pensões, confisco dos subsídios de férias e de Natal, diminuição dos magros subsídios, a começar pelo de desemprego, aumento dos impostos, agravamento do custo de vida e privatizações de tudo o que seja rentável para o grande capital.

Estas eleições são assim e desde já uma gigantesca fraude, porquanto tudo está a ser preparado (desde a vinda do FMI precisamente nesta altura até às entrevistas e debates só com os partidos políticos do poder) para que os vencedores de tais eleições sejam aqueles partidos (PS e PSD) que precisamente conduziram o País à ruína em que actualmente se encontra e que agora chamaram para cá o mesmo FMI!

Ora, esta manobra chantagista e fraudulenta não pode passar em claro e os trabalhadores portugueses não podem permitir que os partidos que atraiçoaram o País decidam agora das eleições e se alcandorem de novo ao Poder, depois de terem enganado sucessivamente os eleitores, prometendo-lhes uma coisa para lhes sacar os votos e passando a fazer rigorosamente o contrário logo que se apanharam no Governo.

Na verdade, estas eleições são convocadas para resolver os problemas do défice e da dívida. Porém, e como se vê, tais problemas já têm afinal uma “solução” antecipadamente imposta pela “Troika” e esta manobra usurpa ao Povo Português a sua soberania.

O VOTO NO PS E NO PSD É UM VOTO DE TRAIÇÃO!

Quem atraiçoou o Povo Português e o País, quem conduziu uma política sistemática de liquidação da nossa capacidade produtiva, e transformou Portugal, que tem hoje de importar mais de 80% daquilo que consome, numa sub-colónia do imperialismo germânico, quem, sempre prometendo riqueza e progresso, utilizou os fundos europeus para arrancar vinhas e árvores, abandonar campos, abater a frota pesqueira, fechar fábricas e minas, quem criou toda a sorte de habilidades e trafulhices jurídico-financeiras como as “parcerias público – privadas” ou as empresas municipais e quem quer agora pôr os que vivem do seu trabalho e sobretudo as gerações futuras a pagar as consequências dessa politica criminosa não pode merecer um só voto que seja dos trabalhadores conscientes!

Votar no PS ou no PSD (acolitados pelo CDS) é aceitar que devemos pagar a dívida que os banqueiros e políticos corruptos contraíram, é concordar com os cortes salariais, com a contratação precária e com os despedimentos arbitrários, é ceder ao medo e à chantagem e é aceitar a política que aqueles que tudo têm e nada fazem e se foram enchendo à tripa - forra nos querem afinal impor.

LUTAR CONTRA A TRAIÇÃO E A FOME PASSA POR VOTAR PCTP/MRPP!

O Povo Português deve sublevar-se e deve dizer a tudo isto muito claramente “NÃO, não vou por aí!”. Deve denunciar e desmascarar os partidos que lhe mentiram e o atraiçoaram, deve erguer-se e lutar contra as medidas anti-populares que eles defendem, a começar pelos cortes nos salários. Deve recusar-se a pagar uma dívida que não é dele, pois que não foi ele que a contraiu nem foi contraída em seu benefício, mas que está a hipotecar o futuro não apenas dos nossos filhos, mas também já dos nossos netos!

Deve dizer claramente que não queremos e não precisamos do FMI e dos burocratas e banqueiros da União Europeia, que não trazem ajuda alguma a Portugal e que devem ser de imediato mandados embora.

Os deputados do PCTP/MRPP travarão, com firmeza e sem desfalecimentos, esta batalha de vida ou de morte pelo futuro do País, e ocuparão nela a primeira linha de combate.

O seu programa de luta – para o qual conclamam o apoio de todos os trabalhadores e demais elementos do Povo conscientes – assenta nos seguintes pontos essenciais:

1 – FMI E TROIKA FORA DE PORTUGAL! – Não são cá precisos e vieram agora a Portugal apenas para garantir que serão os Partidos da traição os que ganharão estas eleições.

2 – QUEM CRIOU A DÍVIDA? - Realização de uma auditoria independente para determinar quanto, a quem e porquê se deve (auditoria que nem o PS e o PSD nem a “Troika” querem que se faça porque bem sabem que, uma vez conhecidos os respectivos resultados, nenhum cidadão aceitaria dar nem mais um cêntimo que fosse do seu magro salário).

3 – NÃO PAGAMOS! - Recusa do pagamento da dívida dos Bancos e do Estado (só a “intervenção” no BPP e no BPN representou 2000 milhões de euros!!) que nos asfixia por completo.

4 – NÃO AOS CORTES SALARIAIS, AOS DESPEDIMENTOS E ÀS PRIVATIZAÇÕES! – Os trabalhadores portugueses devem, e em solidariedade com os restantes trabalhadores europeus, em particular os gregos e os irlandeses, opor-se resolutamente a que, para manter e financiar os lucros fabulosos da Banca nacional e estrangeira, os seus salários (que já são dos mais baixos de toda a União Europeia) sejam ainda assim objecto de qualquer espécie de cortes ou sejam feitos despedimentos. Nem mais uma só privatização!

5 – POR UM GOVERNO DEMOCRÁTICO E PATRIÓTICO! – Reunião de todas as forças democráticas e patrióticas – levando para esse efeito a cabo todos os debates e discussões que forem necessários – com vista à criação de um governo democrático e patriótico, com uma política totalmente diferente da do FMI e dos dois Partidos da Direita (PS e PSD), acolitados pelo CDS, e com um programa assente essencialmente num plano de desenvolvimento da economia nacional baseado em criteriosos investimentos produtivos nas áreas da Agricultura, das Pescas, da Indústria e da Tecnologia e num plano de combate ao desemprego. Na verdade, sem economia nunca deixaremos de ser os escravos da Europa!

ELEGER DEPUTADOS DO PCTP/MRPP FACILITA ESTA UNIDADE
E DÁ VOZ A QUEM NÃO TEM VOZ!

É, pois, absolutamente imperioso que o PS e o PSD não tenham a maioria nas próximas eleições. E para isso é precisa uma política de unidade da esquerda.

Ora, a eleição de deputados do PCTP/MRPP não apenas sustenta e facilita essa política de unidade democrática e patriótica como constitui também uma garantia de que, qualquer que seja o governo eventualmente imposto pelo FMI, ele terá sempre contra uma voz firme, incorruptível, em suma, uma voz dos que não têm voz.

Os deputados do PCTP/MRPP são deputados contra o FMI e contra a “Troika”, contra o pagamento da dívida, contra os cortes salariais e contra os despedimentos, por um governo democrático que una todas as pessoas que querem defender o Povo e salvar o País.

Por isso, caros concidadãos, no próximo dia 5 de Junho votem contra as políticas do FMI e os partidos da traição, votem contra os cortes salariais e os despedimentos, e contra o pagamento da dívida, votem por um governo democrático e patriótico ao serviço do Povo, defendam o futuro dos vossos filhos e dos vossos netos, votem PCTP/MRPP!

FMI E TROIKA FORA DE PORTUGAL!

NÃO PAGAMOS A DÍVIDA, QUE NÃO É NOSSA!

CONTRA OS CORTES SALARIAIS E OS DESPEDIMENTOS! CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES!

POR UM GOVERNO DEMOCRÁTICO E PATRIÓTICO, COM UM PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA NACIONAL!

Lisboa, Maio de 2011

A Candidatura Nacional do PCTP/MRPP


NOTA À IMPRENSA SOBRE A DECLARAÇÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO

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Nota à Imprensa


UM GOVERNO DE GESTÃO NÃO PODE NEGOCIAR OU FIRMAR ACORDOS COM O FMI, QUE PARA ALÉM DE SEREM UMA TRAIÇÃO, SÃO ASSUNTO
SOBRE O QUAL
SÓ OS PORTUGUESES PODEM PRONUNCIAR-SE NO PRÓXIMO 5 DE JUNHO

1. A intervenção do primeiro-ministro que pretensamente se destinava a informar das cedências do governo aos ditames do FMI e da UE, traduziu-se em mais uma manobra própria de um pantomineiro inqualificável.

2. Na verdade, Sócrates, escamoteando a gravidade das medidas que o PS e PSD haviam já tomado contra os trabalhadores, veio triunfalmente anunciar o que não vai haver – como se os cortes salariais e das prestações sociais não fossem nada -, ocultando o que acabou de caninamente engolir o que lhe foi ditado pela troika.

3. E referindo-se ao facto de não serem de momento roubados os subsídios de férias e de Natal, Sócrates fê-lo como se isso fosse uma grande vitória pela qual o povo trabalhador lhe deveria estar eternamente agradecido.

4. Mas, por outro lado, veio com toda a desfaçatez aceitar a imposição pelo FMI das medidas de austeridade do PEC IV, designadamente o aumento do IVA, que tinham sido rejeitadas pelo Parlamento e repudiadas na rua, alargando, desde já, os cortes dos rendimentos às pensões dos reformados.

5. Sócrates diz que a Caixa não vai ser privatizada, mas não fala das outras privatizações que se prepara para fazer, como é o caso infame da TAP.

6. Sócrates diz que não serão admitidos despedimentos sem justa causa, mas esconde o que se prepara para fazer em matéria de alargamento das causas para facilitar desses despedimentos, para já não falar no agravamento da precaridade.

7. O que o primeiro-ministro pretendeu, afinal, com esta intervenção foi mais uma vez tentar quebrar a revolta do povo trabalhador e dos milhares de desempregados e vítimas da politica de fome e miséria já em curso e a aprofundar – nas palavras do próprio Sócrates - pelo FMI, escondendo o reforço da política de austeridade que de forma antipatriótica permite que seja imposta ao país, impedindo o povo português de se pronunciar livremente pelo voto nas próximas eleições.

8. É mais do que nunca imperioso correr com o FMI de Portugal e mostrar que existe uma alternativa a esta politica de fome e miséria com a formação de um governo democrático e patriótico.

Lisboa, 3 de Maio de 2011

            A Comissão de Imprensa
            da candidatura nacional do PCTP/MRPP

domingo, 1 de maio de 2011

VIVA O 1º. DE MAIO!

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PARA OS TRABALHADORES PODEREM VIVER
O CAPITALISMO TEM DE MORRER!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

«MORREU O ÚLTIMO DOS SÁBIOS PORTUGUESES!»

(transcrevemos post extraído do blogue do camarada Garcia Pereira)

SENTIDA HOMENAGEM A VITORINO MAGALHÃES GODINHO


Sentida homenagem a Vitorino Magalhães Godinho
- Morreu o último dos sábios portugueses!

Expulso, por duas vezes, das Universidades Portuguesas, fundador da Universidade Nova de Lisboa, autor de obras absolutamente fundamentais como “A estrutura do antigo regime” e “Os descobrimentos portugueses e a economia mundial”, Vitorino Magalhães Godinho foi quem estudou pela primeira vez o fenómeno da globalização, quem acabou com os mitos da História de Portugal e quem explicou as razões do declínio do nosso País pela circunstância de que os lucros que obteve na periferia nunca os investiu no centro.

Homem de elevados princípios e de enorme rigor intelectual, de uma estatura moral e de um nível de cultura intelectual, de uma estatura moral e de um nível de cultura inultrapassáveis, aqui lhe presto a minha sentida homenagem!

(28.04.2011)


VIVA O 1º. DE MAIO!


*
Encontro Nacional de Candidatos
para discussão e aprovação do
Manifesto Eleitoral Nacional

Auditório do Hotel Roma - Lisboa - 1 de Maio, às 15 horas

quarta-feira, 27 de abril de 2011

LEGISLATIVAS 2011

Já está no ar o novo sítio do nosso Partido para as Eleições antecipadas para Assembleia da República.

http://garciapereira2011.org

quinta-feira, 21 de abril de 2011

UM ENCONTRO SECRETO...

NOTA À IMPRENSA


A PROPÓSITO DE UM ENCONTRO SECRETO DE MÁRIO SOARES
COM PASSOS COELHO


É preciso ajudar o Dr. Mário Soares a viver a sua reforma com dignidade.

O Dr. Mário Soares tem andado muito empenhado em mediar a formação de um governo de bloco central, procurando reeditar a experiência de um anterior governo de igual natureza que ele dirigiu e de que são sobejamente conhecidos os péssimos resultados que acarretou para o povo português.

Convém lembrar, para os mais desatentos, que foi esse governo quem trouxe para Portugal o FMI, facto que na altura representou um cortejo de fome e miséria para os trabalhadores e que, pelos vistos, em nada levou à erradicação das causas económicas da situação então existente.

Mas, por outro lado, o que o Dr. Mário Soares anda, no fundo, a fazer, com mais umas quantas personalidades a temer pelos seus tachos, é a tentar usurpar ao povo português o poder democrático de resolver, pelas eleições, os seus problemas, impondo-lhe à partida uma determinada solução governativa, precisamente com os principais fautores da situação a que o país chegou.

O Dr. Mário Soares tem que perceber que já não tem idade para procurar impingir de novo ao povo português receitas do passado que tão mau resultado deram.

Em boa verdade, o que é preciso é ajudar o Dr. Mário Soares a viver a sua reforma com dignidade!

Lisboa, 21 de Abril de 2011

          A Comissão de Imprensa
          do PCTP/MRPP


NA ENTREGA DA LISTA PELO CÍRCULO ELEITORAL DE LISBOA

terça-feira, 19 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A CENSURA A POSTOS, MAIS UMA VEZ...

                                                                            *

Publicamos uma carta do Partido enviada à Comissão Nacional de Eleições, contestando e denunciando os critérios ditos jornalísticos por parte da televisão pública (RTP).


                                                                            *
“Exmo. Senhor Presidente da Comissão Nacional de Eleições


Como é sabido, foi já publicado no Diário da República o decreto que marcou as eleições legislativas antecipadas para o próximo dia 5 de Junho de 2011.

Nos termos da legislação eleitoral em vigor, a partir deste momento devem ser observadas as disposições legais que consagram o tratamento igual e não discriminatório de todas as candidaturas que se apresentarem àquele sufrágio, isenção e igualdade de tratamento essas que obrigam todas as entidades públicas e privadas, em particular as empresas de comunicação social.

Por outro lado, cabe à Comissão Nacional de Eleições garantir a democraticidade das eleições, adoptando as medidas adequadas para fazer respeitar e cumprir aquelas obrigações.

Acontece que começaram já a surgir informações na imprensa, segundo as quais os vários canais televisivos, incluindo a RTP, se preparam para dar cobertura jornalística apenas aos partidos que até à dissolução da Assembleia da República dela faziam parte, dos quais são já sobejamente conhecidas as respectivas posições politicas.


O PCTP/MRPP, que irá concorrer por todos os círculos eleitorais, reclama desde já e antes que seja demasiado tarde, que essa Comissão tome urgentemente medidas para impedir que sejam silenciadas nestas eleições as correntes de opinião, como a do nosso Partido, que se candidatam em pé de igualdade com qualquer outro partido ou coligação.


Importa, pois, que a CNE obste a que sejam realizados debates apenas entre as forças políticas que têm estado representadas no Parlamento, sob pena de ficar mais uma vez comprometida a democraticidade destas eleições, num momento em que se impõe mais do que nunca que o povo português seja confrontado com todas as alternativas e programas face à crise económica e determinar, assim, o sentido da sua escolha.


Lisboa, 17 de Abril de 2011

                                                            A Candidatura Nacional do PCTP/MRPP”

sexta-feira, 8 de abril de 2011

PORTUGAL JAZZ - OEIRAS 2011

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PORTUGAL JAZZ - MYRA MELFORD + CONVIDADOS


08-04-2011
Sexta, às 21h30
Local: Auditório Municipal Eunice Muñoz

Ocasião única para ouvir este sexteto formado por alguns dos mais relevantes músicos e pedagogos portugueses lado a lado com a pianista norte-americana Myra Melford.

Figura de proa da música criativa do outro lado do Atlântico, Melford cultiva o gosto pelas raízes do jazz, ou não fosse ela uma nativa de Chicago. Ao mesmo tempo, procura incessantemente novos caminhos, cruzando elementos provindos de diversos géneros e mesmo de outras disciplinas artísticas. Professora na Universidade da Califórnia, em Berkeley, tem desenvolvido e leccionado cursos de jazz contemporâneo e de improvisação.

Com Myra Melford (piano), Paulo Gaspar (clarinete), José Menezes(saxofone), Mário Delgado (guitarra), Mário Franco (contrabaixo) e Eduardo Lopes (bateria).

BILHETES À VENDA (5 €, plateia e balcão) - Auditório Municipal Eunice Muñoz (tel. 214 408 411), dias do espectáculo, a partir das 15h00.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

LUTAR!

Nota à Imprensa

Sócrates mesmo demitido prossegue a venda e ruína do país

1. Apesar de demitido, mas à pala de um estatuto de governo com plenos poderes conferido pelo Presidente da República, o governo de Sócrates decidiu agora aquilo que ainda ontem negara a pés juntos jamais fazer – recorrer a uma intervenção directa de saque e rapina por parte dos grandes grupos financeiros nos destinos do país, à custa de uma ainda maior exploração e miséria do povo português.

2. A situação de endividamento progressivo e sem saída a que Portugal chegou tem como únicos responsáveis o governo de Sócrates e a política de bloco central com o PSD, com a cumplicidade da chamada oposição de esquerda parlamentar que nunca se empenhou no seu derrubamento.

3. Tal como o PCTP/MRPP já declarou, o país não tem um problema de dívida, mas sim um problema de desemprego, de fome e de miséria.

4. Como também temos vindo a defender, o povo português não tem que pagar uma dívida que não contraiu, pelo que a única ajuda que Portugal pode esperar da União Europeia é que essa dívida seja anulada e não - como agora se preparam para fazer Sócrates demissionário e Passos Coelho - admitir da parte da Alemanha e do FMI a aplicação de medidas de austeridade ainda mais ferozes e brutais do que as do PEC recentemente rejeitado.

5. O PCTP defendeu já e reitera agora que o actual governo, como mero governo de gestão, para além de dever ser definitivamente enterrado, não tem sequer poderes para adoptar medidas como as que foram anunciadas por Sócrates, pelo que existe um motivo redobrado para que os trabalhadores prossigam a sua luta contra essa política e imponham a constituição de um governo democrático e de esquerda, composto por todas as forças políticas e personalidades de esquerda empenhadas em impedir que Portugal e o povo português fiquem reféns da dívida pública, governo esse que defina um programa de desenvolvimento económico em benefício de quem trabalha e assente na defesa da independência nacional.

Lisboa, 7 de Abril de 2011
                                                                                                       Comissão de Imprensa
                                                                                                             do PCTP/MRPP




sexta-feira, 1 de abril de 2011

SOBRE A INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Nota à Imprensa


Sobre a recente intervenção do Presidente da República



A recente intervenção do Presidente da República ao país merece do PCTP/MRPP as seguintes observações:

1. O Presidente da República deveria ter-se restringido exclusivamente a uma simples declaração a anunciar a dissolução da Assembleia da República e a consequente convocatória de eleições antecipadas para a data escolhida.

2. Tudo o que disse para além disto exorbitou das suas competências e representou uma inadmissível tentativa de condicionar o debate e a liberdade de escolha dos cidadãos no acto eleitoral que vai ter lugar.

3. Na verdade, o Presidente da República, não só não tem que atirar para cima do povo português a responsabilidade pela calamitosa situação económica e social para que os partidos do poder lançaram o país, como também lhe estava e está vedado pronunciar-se sobre o que entende dever ser a próxima governação do país.

4. Ainda por cima, fê-lo defendendo que a única alternativa de governo reside precisamente nos partidos responsáveis pelo contínuo e imparável agravamento da miséria, da fome e do desemprego para quem vive da sua força de trabalho.

5. O PCTP/MRPP também não pode deixar de opor-se ao entendimento do Presidente da República segundo o qual o governo demitido de Sócrates, agora como mero governo de gestão, poderia continuar a aplicar a política que foi já condenada na rua e no Parlamento e chegar até ao ponto de entregar de vez o país ao saque da banca e monopólios internacionais.

6. O PCTP/MRPP, ao participar nestas eleições, empenhar-se-á em mobilizar o povo português, em particular os operários, os jovens, os desempregados e os reformados, para lutar e impor uma alternativa que consiste na constituição de um governo democrático e de esquerda com vista a defender a independência nacional e a resolver os problemas do Povo Português, com um programa de desenvolvimento económico e um plano de combate ao desemprego, e que passa, entre outras medidas pelo repúdio da dívida pública que não foi contraída pelo povo português e de que este em nada beneficiou.


Lisboa, 1 de Abril de 2011

A Comissão de Imprensa
do PCTP/MRPP

quinta-feira, 31 de março de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

CAVACO SILVA DEVE ACEITAR IMEDIATAMENTE A DEMISSÃO DO GOVERNO E CONVOCAR ELEIÇÕES

*

NOTA À IMPRENSA



A demissão de Sócrates representa
uma grande vitória do povo português.
Cavaco Silva deve aceitar imediatamente a demissão do Governo
e convocar eleições.

1. Como é sabido, o PCTP/MRPP foi o único partido que de há muito defendeu a necessidade de derrubar o governo de Sócrates.

2. A recente demissão de Sócrates é, pois, uma grande vitória do povo português e representa uma derrota para todos quantos, da direita à esquerda parlamentar, não quiseram ou se opuseram a esse derrube.

3. Sócrates, como o nosso Partido sempre denunciou, foi e é pequeno, na cultura e na democracia, mentiroso, arrogante e prevaricador na perseguição às pessoas simples do povo, pelo que foi um facto muito positivo ter sido finalmente derrubado.

4. Importa é evitar que essa vitória seja – face à estrondosa derrota da pretensa esquerda parlamentar, incapaz de apresentar qualquer alternativa ao povo – embolsada pela direita.

5. Do ponto de vista dos trabalhadores, ou seja, da verdadeira esquerda, essa alternativa existe e encontra-se na constituição de um governo democrático e de esquerda, com vista a resolver os problemas do Povo Português, com um programa de desenvolvimento económico e um plano de combate ao desemprego.

6. Todos os partidos parlamentares, incluindo o B.E. e o P.C.P., têm apresentado propostas para resolver o problema de uma dívida pública que não foi contraída pelo povo português.

Mas nós não temos um problema de dívida, mas sim um problema de fome, de miséria e de desemprego.

7. Nesta matéria, o PCTP defende a imediata realização, pelo Banco de Portugal, de uma auditoria à dívida, para se definir exactamente quanto, porquê e a quem deve Portugal.

Por nós, entendemos que não se deve pagar a dívida, mas estamos dispostos a trabalhar com aqueles que defendam, no mínimo, um reescalonamento dessa mesma dívida.

8. O PCTP/MRPP exige a imediata aceitação da demissão de Sócrates e a imediata convocação de eleições, e opõe-se a quaisquer manobras dilatórias de Cavaco Silva, que visam apenas aumentar o apodrecimento da situação e favorecer uma votação mais alargada no seu partido, o PSD.

Lisboa, 24/03/2011
                                               A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP

sexta-feira, 18 de março de 2011

VIVA A COMUNA DE PARIS!




Em 18 de Março de 1871, em Paris, era proclamada a Comuna!

segunda-feira, 14 de março de 2011

128 ANOS APÓS A MORTE DE KARL MARX


*  *

«A arma da crítica não pode substituir a crítica das armas.»


Karl Marx (in «Contribuição à crítica da filosofia do direito de Hegel», de 1844)


domingo, 13 de março de 2011

NOTA À IMPRENSA

*   *   *

SOBRE O NOVO PEC

As novas medidas de austeridade cozinhadas por Sócrates com a chanceler Merkel e os vampiros financeiros mundiais e agora anunciadas ao país não podem constituir uma surpresa, para quem nunca iludiu a verdadeira natureza deste governo e, desde o início, defendeu que o objectivo político fundamental do movimento operário e popular era e continua a ser o seu derrubamento.

Não contente com os vários PECs que sucessivamente foi impondo com a colaboração prestimosa do PSD e a esforçada intervenção de Cavaco Silva, o Governo de Sócrates, agindo cobardemente como lhe é próprio, pretende agora fazer passar este novo pacote de medidas que representarão um agravamento inaudito das condições de vida do povo português para saciar a voragem dos monopólios europeus e satisfazer a estratégia hegemónica da Alemanha.

De forma pesporrrente e mesmo provocatória face ao descontentamento e revolta generalizados do povo português, Sócrates permite-se gozar com a miséria e sofrimento que impiedosamente faz abater sobre os trabalhadores, desempregados e, em particular, os idosos e jovens escravizados, invocando que tudo se trataria de defender o país e o interesse nacional.

O PCTP/MRPP considera que, depois da grandiosa manifestação da juventude do passado dia 12 de Março e do movimento grevista que, em especial no sector dos transportes, se tem mantido activo, importa intensificar e alargar esta luta a todos os sectores dos trabalhadores, agricultores e estudantes com vista a, num caudal único, e pela convocação de uma verdadeira greve geral, manifestações e concentrações, levar ao derrubamento deste governo, substituindo-o por um governo democrático de esquerda.

Só assim será possível impedir que prossiga esta política de austeridade e de liquidação total da nossa independência nacional e dos mais elementares direitos dos trabalhadores e dos cidadãos em geral.

A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP

13-03-11

domingo, 6 de março de 2011

COMUNICADO À JUVENTUDE

A juventude está de pé! A sua luta é a do povo português!



Um país sem uma juventude forte e combativa é um país sem futuro. Explorada, oprimida e desprezada pelo governo e pelos empresários capitalistas, a juventude trabalhadora e estudantil começou já a ocupar o lugar que lhe cabe nas primeiras linhas de um movimento popular que se agiganta e que nenhuma força conseguirá parar.


A juventude portuguesa está em luta contra um regime e contra um governo:


• Que a condena ao desemprego ou ao trabalho escravo, mal pago ou não pago, e sem direitos;


• Que faz da educação uma farsa e um negócio: - diplomas sem valor e pagos a peso de ouro; canalização dos dinheiros públicos para os novos capitalistas da indústria educativa; expulsão de milhares de alunos dos cursos superiores por não poderem pagar os seus estudos;


• Que voltou a fazer de Portugal um país em que para trabalhar e sobreviver é preciso emigrar;


• Que, ao serviço das grandes potências da União Europeia, liquidou e continua a liquidar a economia e o que resta do aparelho produtivo nacional;


• Que explora, rouba e oprime sem dó nem piedade as gerações trabalhadoras mais velhas, ao mesmo tempo que as responsabiliza pelo sustento dos jovens que trabalham ou estão desempregados;


• Que concentra toda a riqueza nos grandes grupos económicos e financeiros e seus serventuários, deixando o povo trabalhador na miséria;


• Que utiliza mais de metade dos impostos que saca aos trabalhadores para pagar uma dívida pública que não beneficia o povo e de que o povo não é responsável;


• Que instituiu um sistema de justiça ao serviço exclusivo da classe capitalista e dos poderosos e em que nenhum cidadão trabalhador consegue encontrar protecção e defesa;


• Que fez da democracia uma farsa, que espia em permanência os cidadãos, que arma as sua polícias até aos dentes e que reprime selvaticamente qualquer manifestação de revolta das populações; 


• Que aposta na participação de Portugal nas agressões imperialistas da NATO como condição para ganhar apoios e tentar sobreviver.


• A situação actual no país é insustentável e tem de ser transformada. Com objectivos claros de mudança, com firmeza e determinação no combate, outro futuro é possível.


• O tempo actual não é o de exigir ao governo uma mudança de políticas, mas sim de impor uma mudança de governo. O governo Sócrates deve ser derrubado nas ruas, nas fábricas e empresas, nas escolas, nos bairros e onde quer que se manifeste a indignação, a revolta e a vontade populares.


• A força necessária para derrubar o governo é aquela que pode construir uma alternativa. O novo governo que vier substituir o actual não poderá incluir os responsáveis pela presente situação do país. Tem de ser um governo do povo e para o povo, um governo democrático e de esquerda, com um programa claro para tirar o país da crise.


• O programa de um novo governo que sirva o povo e os trabalhadores deverá ter, entre outros, os seguintes pontos fundamentais:


o Revogação imediata de todas as medidas tomadas pelos governos Sócrates em benefício da classe capitalista e contra os trabalhadores e o povo português;


o Revogação do actual regime dos estágios profissionais, dos contratos a prazo, dos recibos verdes e dos “call centers”, que mais não são do que instrumentos de escravização e de sobre-exploração dos jovens;


o O repúdio da dívida pública, com a qual o povo nada tem a ver e que impede qualquer projecto de desenvolvimento do país;


o A confiscação das grandes fortunas e a responsabilização criminal dos responsáveis e beneficiários dos roubos dos dinheiros públicos praticados ao longo das últimas décadas;


o A elaboração de um plano económico de desenvolvimento do país que tenha como objectivo imediato a eliminação do desemprego;


o O aumento geral dos salários dos trabalhadores e a diminuição dos grandes ordenados, de forma a reduzir drasticamente o leque salarial médio no país;


o A renegociação imediata dos termos da integração de Portugal na União Europeia e na moeda única europeia. Os acordos actuais com a UE transformam o país numa neo-colónia, asfixiam o seu desenvolvimento e têm por isso de ser repudiados;


o A saída de Portugal da NATO, uma organização ao serviço do imperialismo norte-americano e que representa uma ameaça permanente a qualquer povo e nação que queira seguir um caminho autónomo de desenvolvimento e de progresso social.


• Não há que ter ilusões. O combate político por estes objectivos será duro e exigirá sacrifícios. O governo lançará mão de todos os instrumentos de repressão ao seu alcance e há que estar preparado para lhe fazer frente. Neste combate, um papel decisivo cabe à juventude trabalhadora e estudantil. Uma linha política clara e uma firme organização são as condições necessárias para alcançar a vitória.


Lisboa, 3 de Março de 2011

O Comité Central do PCTP/MRPP




quarta-feira, 2 de março de 2011

«DESCONFIAI...»

*
(Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo)


Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural.
Pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural.
Nada deve parecer impossível de mudar.

                                              Bertold Brecht (1898-1956)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SALVEMOS A MATA DO BUÇACO!

*
Já viram esta PETIÇÃO?
Vejam-na, divulguem-na e assinem-na!

http://www.peticaopublica.com/?pi=AGP

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O MOVIMENTO GREVISTA

Nota à Imprensa


O movimento grevista e o derrube do governo de Sócrates


Face a um cada vez mais acentuado agravamento da crise económica no nosso país e à completa falência de uma politica desesperada de austeridade para satisfazer as exigências de rapina do grande capital financeiro internacional, os trabalhadores portugueses mostram não querer capitular, apesar da politica oportunista das centrais sindicais e dos partidos da oposição parlamentar dita de esquerda.

É o caso do sector dos transportes, em particular do Estado, que desencadeou uma greve cujos resultados revelam uma forte combatividade que o nosso Partido saúda e com cuja luta se solidariza.

Importa agora alargar este movimento grevista a outros sectores e avançar para a realização de uma verdadeira greve geral, aprendendo com os ensinamentos da greve do passado 24 de Novembro.

Uma greve geral que terá de contar com uma massiva participação operária e camponesa.

Uma greve política, para derrubar o governo e substituí-lo por um governo democrático de esquerda, capaz de pôr em prática o programa mínimo da classe operária, no seio de uma aliança de todas as camadas trabalhadoras e populares.

Desviar o centro da luta pelo derrube do governo para meros jogos parlamentares, tornando-a dependente ou amarrada ao desfecho de uma moção de censura que há muito devia ter sido apresentada, é atraiçoar o movimento de revolta e o desejo de emancipação do jugo deste sistema de exploração por parte dos trabalhadores.

O PCTP não pode deixar de significar que Bloco de Esquerda e PCP, em lugar de se empenharem em chamar e organizar seriamente as vítimas da politica do governo de Sócrates para correr com ele, através de uma forte, ampla e autêntica greve geral com esse objectivo, só agora se lembram de avançar com uma moção de censura, ainda assim dando sempre tempo e oportunidade para que o actual Governo possa continuar a intensificar de forma inaudita e impune a sua politica de fome e miséria para quem trabalha.

Tornou-se óbvio para todos que o povo egípcio correu com o ditador Mubarak, não através de moções de censura ou acções eleitoralistas, mas por uma persistente, firme e heróica luta na rua levada a cabo por quem já nada tem a perder senão as amarras da miséria, da exploração e da repressão.

Lisboa, 16 de Fevereiro de 2011
A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

PÃO...

*   *

ODE AO PÃO


Pão,
com farinha
água
e fogo
te levantas.
Espesso e leve,
reclinado e redondo,
repetes
o ventre
da mãe,
quinocial
germinação
terrestre.

Pão,
que fácil
e que profundo tu és:
no tabuleiro branco
da padaria
estendem-se as tuas filas
como utensílios, pratos
ou papéis,
e de súbito a onda
da vida,
a conjunção do germe
e do fogo,
cresces, cresces
de súbito
como
cintura, boca, seios,
colinas da terra,
vidas,
sobre o calor, inunda-te
a plenitude, o vento
da fecundidade,
e então
imobiliza-se a tua cor de oiro,
e quando já estão prenhes
os teus pequenos ventres
a cicatriz escura
deixou sinal de fogo
em todo o teu doirado
sistema de hemisférios.
Agora,
intacto,
és
acção de homem,
milagre repetido,
vontade da vida.

Ó pão de cada boca
não
te imploraremos,
nós, os homens,
não somos
mendigos
de vagos deuses
ou de anjos obscuros:
do mar e da terra
faremos pão,
plantaremos de trigo
a terra e os planetas,
o pão de cada boca
de cada homem,
em cada dia
chegará porque fomos
semeá-lo
e fazê-lo,
não para um homem, mas
para todos,
o pão, o pão
para todos os povos
e com ele o que possui
forma e sabor de pão
repartiremos:
a terra,
a beleza,
o amor,
tudo isso
tem sabor de pão,
forma de pão,
germinação de farinha,
tudo
nasceu para ser compartilhado,
para ser entregue,
para se multiplicar.

Por isso, Pão,
se foges
da casa do homem,
se te escondem,
se te negam,
se o avarento
te prostitui,
se o rico
te armazena,
se o trigo
não procura sulco e terra,
pão,
não rezaremos
pão,
não mendigaremos,
lutaremos por ti com outros homens,
com todos os famintos,
por todos os rios, pelo ar
iremos procurar-te,
a terra toda repartiremos
para que tu germines,
e connosco
avançará a terra:
a água, o fogo, o homem
lutarão junto a nós.
Iremos coroados
de espigas,
conquistando
terra e pão para todos,
e então
também a vida
terá forma de pão,
será simples e profunda,
inumerável e pura.
Todos os seres
terão direito
à terra e à vida,
e assim será o pão de amanhã,
o pão de cada boca,
sagrado,
consagrado,
porque será o produto
da mais longa e dura
luta humana.

Não tem asas
a vitória terrestre:
tem pão sobre os seus ombros,
e voa corajosa
libertando a terra
como uma padeira
levada pelo vento.

                               Pablo Neruda (Chile, 1904-1973)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS/2011

Nota à Imprensa


1. Apesar de ter ganho as eleições à primeira volta, importa salientar que Cavaco Silva perdeu cerca de meio milhão de votos, em relação à sua votação nas últimas eleições.

2. Não fora, desde logo, o nível de abstenção – que registou uma subida acentuada – e a candidatura de Cavaco Silva seria obrigada a ir a uma segunda volta.

3. Quanto à candidatura de Manuel Alegre, o facto de não ter alcançado o seu objectivo, terá de atribuir-se principalmente aos maus apoios que teve da parte do partido Socialista e do Bloco de Esquerda.

4. Com efeito, o PS surgiu nestas eleições claramente dividido e manifestou uma fraquíssima e mesmo alheada participação no apoio a Manuel Alegre.

5. Por outro lado a candidatura de Manuel Alegre foi também prejudicada por tido sido lançada e abraçada cedo demais pelo BE.

6. Não havendo dúvidas de que os aspectos negativos da campanha de Manuel Alegre, não podem ser assacados ao candidato, é lamentável que os partidos que erradamente assumiram um protagonismo excessivo e oportunista nesta candidatura, não tenham assumido as suas responsabilidades na derrota.

7. O PCTP/MRPP reafirma que o candidato Manuel Alegre era aquele cuja vitória poderia assegurar melhores condições para o desenvolvimento da luta dos trabalhadores.

8. Seja como for, essa luta não deixará seguramente de prosseguir contra a política de austeridade e vende-pátrias do governo Sócrates e do PSD, apadrinhada por Cavaco Silva.


Lisboa, 23 de Janeiro de 2011.

A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

SOBRE UMA PROVOCAÇÃO

Nota à Imprensa


A REPRESSÃO POLICIAL SOBRE DIRIGENTES SINDICAIS

O que ocorreu hoje junto à residência do primeiro-ministro, onde a polícia montou uma operação repressiva provocatória contra os dirigentes sindicais da Frente Comum que ali foram manifestar-se, merece da parte do PCTP/MRPP uma vigorosa condenação.

A tentativa de encurralar os trabalhadores e de, à saída da manifestação, empurrá-los para apenas uma das ruas, mais não representou do que um ensaio para futuras acções repressivas do governo de Sócrates e de Cavaco Silva se for eleito de novo.

Por outro lado, o que hoje se passou mostra que os esbirros da polícia enviados para reprimir as manifestações dos trabalhadores estão ensinados para reagir com uma desmedida e incontrolável violência ao mínimo esboço de resistência e firmeza por parte do povo em luta. Não há que ter ilusões - em resposta à brutalidade policial que hoje se abateu sobre os dirigentes sindicais, os trabalhadores têm de se preparar para inevitáveis confrontos para poderem levar a sua luta até ao fim contra as medidas de austeridade do Governo.

Lisboa, 18 de Janeiro de 2011.
A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

O PCTP E AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 23 DE JANEIRO

Comunicado

VOTAR EM MANUEL ALEGRE

PARA DERROTAR CAVACO SILVA!


O objectivo principal dos trabalhadores e do povo português nas próximas eleições presidenciais é derrotar Cavaco Silva.

Cavaco Silva é, com José Sócrates, o principal responsável pela gravíssima crise em que o país se encontra, não apenas pelos dez anos em que foi primeiro-ministro, mas também pela cobertura e incentivo que, enquanto Presidente da República, prestou às medidas celeradas do governo Sócrates contra os trabalhadores e o povo português.

É preferencialmente em torno de Cavaco Silva que a direita hoje se organiza para, ultrapassando a solução reaccionária mas pífia de Passos Coelho, preparar uma alternativa musculada e de cariz fascista ao governo Sócrates, antes que este seja derrubado, como se impõe, pela força e combatividade da luta popular.

Cavaco Silva é, além disso, um encobridor activo e um beneficiário directo de uma das maiores fraudes financeiras que alguma vez ocorreu em Portugal (centrada no banco BPN), a qual, contando com o apoio e cumplicidade do actual primeiro-ministro, originou um enorme buraco negro que engoliu já cerca de 5 mil milhões de euros retirados dos impostos pagos pelo povo português.

Manuel Alegre é o único candidato em condições de impor uma derrota a Cavaco Silva na segunda volta das eleições presidenciais. O apoio oportunista, envergonhado e equívoco do PS a esta candidatura não deverá desmobilizar o voto dos democratas e patriotas à candidatura de Manuel Alegre. Esse voto deve ser dado maciçamente já no dia 23, para impedir uma eventual vitória de Cavaco Silva à primeira volta e para criar a mobilização necessária para derrotar o candidato da direita na segunda volta.

A eleição de Manuel Alegre para a Presidência da República não resolverá os problemas que estão a mergulhar as famílias trabalhadoras em Portugal nas mais iníquas condições de desemprego, de fome e de miséria. Sobre isto não deve existir qualquer espécie de ilusão. Só a luta revolucionária das massas trabalhadoras poderá impor uma solução de governo do povo e para o povo. Mas a mobilização maciça do eleitorado de esquerda e democrata para eleger Manuel Alegre, derrotando Cavaco Silva, é, nas condições presentes, um passo de extraordinária importância para que os objectivos daquela luta possam vir a ser alcançados.

NO PRÓXIMO DIA 23, VOTA MANUEL ALEGRE!


Lisboa, 16 de Janeiro de 2011.

O Comité Central do PCTP/MRPP