segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS/2011

Nota à Imprensa


1. Apesar de ter ganho as eleições à primeira volta, importa salientar que Cavaco Silva perdeu cerca de meio milhão de votos, em relação à sua votação nas últimas eleições.

2. Não fora, desde logo, o nível de abstenção – que registou uma subida acentuada – e a candidatura de Cavaco Silva seria obrigada a ir a uma segunda volta.

3. Quanto à candidatura de Manuel Alegre, o facto de não ter alcançado o seu objectivo, terá de atribuir-se principalmente aos maus apoios que teve da parte do partido Socialista e do Bloco de Esquerda.

4. Com efeito, o PS surgiu nestas eleições claramente dividido e manifestou uma fraquíssima e mesmo alheada participação no apoio a Manuel Alegre.

5. Por outro lado a candidatura de Manuel Alegre foi também prejudicada por tido sido lançada e abraçada cedo demais pelo BE.

6. Não havendo dúvidas de que os aspectos negativos da campanha de Manuel Alegre, não podem ser assacados ao candidato, é lamentável que os partidos que erradamente assumiram um protagonismo excessivo e oportunista nesta candidatura, não tenham assumido as suas responsabilidades na derrota.

7. O PCTP/MRPP reafirma que o candidato Manuel Alegre era aquele cuja vitória poderia assegurar melhores condições para o desenvolvimento da luta dos trabalhadores.

8. Seja como for, essa luta não deixará seguramente de prosseguir contra a política de austeridade e vende-pátrias do governo Sócrates e do PSD, apadrinhada por Cavaco Silva.


Lisboa, 23 de Janeiro de 2011.

A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

SOBRE UMA PROVOCAÇÃO

Nota à Imprensa


A REPRESSÃO POLICIAL SOBRE DIRIGENTES SINDICAIS

O que ocorreu hoje junto à residência do primeiro-ministro, onde a polícia montou uma operação repressiva provocatória contra os dirigentes sindicais da Frente Comum que ali foram manifestar-se, merece da parte do PCTP/MRPP uma vigorosa condenação.

A tentativa de encurralar os trabalhadores e de, à saída da manifestação, empurrá-los para apenas uma das ruas, mais não representou do que um ensaio para futuras acções repressivas do governo de Sócrates e de Cavaco Silva se for eleito de novo.

Por outro lado, o que hoje se passou mostra que os esbirros da polícia enviados para reprimir as manifestações dos trabalhadores estão ensinados para reagir com uma desmedida e incontrolável violência ao mínimo esboço de resistência e firmeza por parte do povo em luta. Não há que ter ilusões - em resposta à brutalidade policial que hoje se abateu sobre os dirigentes sindicais, os trabalhadores têm de se preparar para inevitáveis confrontos para poderem levar a sua luta até ao fim contra as medidas de austeridade do Governo.

Lisboa, 18 de Janeiro de 2011.
A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

O PCTP E AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 23 DE JANEIRO

Comunicado

VOTAR EM MANUEL ALEGRE

PARA DERROTAR CAVACO SILVA!


O objectivo principal dos trabalhadores e do povo português nas próximas eleições presidenciais é derrotar Cavaco Silva.

Cavaco Silva é, com José Sócrates, o principal responsável pela gravíssima crise em que o país se encontra, não apenas pelos dez anos em que foi primeiro-ministro, mas também pela cobertura e incentivo que, enquanto Presidente da República, prestou às medidas celeradas do governo Sócrates contra os trabalhadores e o povo português.

É preferencialmente em torno de Cavaco Silva que a direita hoje se organiza para, ultrapassando a solução reaccionária mas pífia de Passos Coelho, preparar uma alternativa musculada e de cariz fascista ao governo Sócrates, antes que este seja derrubado, como se impõe, pela força e combatividade da luta popular.

Cavaco Silva é, além disso, um encobridor activo e um beneficiário directo de uma das maiores fraudes financeiras que alguma vez ocorreu em Portugal (centrada no banco BPN), a qual, contando com o apoio e cumplicidade do actual primeiro-ministro, originou um enorme buraco negro que engoliu já cerca de 5 mil milhões de euros retirados dos impostos pagos pelo povo português.

Manuel Alegre é o único candidato em condições de impor uma derrota a Cavaco Silva na segunda volta das eleições presidenciais. O apoio oportunista, envergonhado e equívoco do PS a esta candidatura não deverá desmobilizar o voto dos democratas e patriotas à candidatura de Manuel Alegre. Esse voto deve ser dado maciçamente já no dia 23, para impedir uma eventual vitória de Cavaco Silva à primeira volta e para criar a mobilização necessária para derrotar o candidato da direita na segunda volta.

A eleição de Manuel Alegre para a Presidência da República não resolverá os problemas que estão a mergulhar as famílias trabalhadoras em Portugal nas mais iníquas condições de desemprego, de fome e de miséria. Sobre isto não deve existir qualquer espécie de ilusão. Só a luta revolucionária das massas trabalhadoras poderá impor uma solução de governo do povo e para o povo. Mas a mobilização maciça do eleitorado de esquerda e democrata para eleger Manuel Alegre, derrotando Cavaco Silva, é, nas condições presentes, um passo de extraordinária importância para que os objectivos daquela luta possam vir a ser alcançados.

NO PRÓXIMO DIA 23, VOTA MANUEL ALEGRE!


Lisboa, 16 de Janeiro de 2011.

O Comité Central do PCTP/MRPP

domingo, 26 de dezembro de 2010

34 ANOS SOBRE A FUNDAÇÃO DO PCTP

*

26 DE DEZEMBRO DE 1976 - FUNDAÇÃO DO PCTP


Passa hoje mais um aniversário da fundação do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses.

A 26 de Dezembro de 1976, culminando seis anos de luta com esse objectivo prosseguidos pelo MRPP, surgia em Portugal um partido com uma linha política verdadeiramente revolucionária, assente na aplicação da teoria e doutrina marxistas à situação portuguesa.

Linha política pela qual deram a vida os camaradas Ribeiro Santos e Aexandrino de Sousa.

O PCTP assume-se como uma vanguarda da classe operária e dos trabalhadores na luta pela sua emancipação do jugo capitalista e pelo socialismo e o comunismo, demarcando-se de forma firme das teorias revisionistas que, através do PCP, pretendiam e pretendem cavalgar o movimento operário para o atrelar a novas formas de exploração capitalista, seja sob a capa da aliança povo-MFA, da democracia avançada ou das mais recentes colaborações para ajudar o Governo Sócrates e o capitalismo a salvar-se da sua própria crise.

Combatendo sem tréguas o oportunismo que tenta reduzir os objectivos do movimento operário à mera defesa das suas conquistas sociais, ou conter a luta revolucionária nos estreitos limites do parlamentarismo burguês, onde se passou a destacar a actuação oportunista mais descarada do Bloco de Esquerda, o PCTP, tal como sempre o fez, continua hoje a defender que à classe operária e aos trabalhadores não lhes resta outro caminho – para não serem esmagados pelas medidas capitalistas para a crise – senão imporem um objectivo político unificador imediato na sua luta sindical e a todas as formas de luta que para o efeito adoptarem.

Um objectivo político que só pode ser o do derrubamento do Governo de Sócrates e da política do Bloco central e a sua substituição por um Governo de unidade de esquerda, integrado por todas as correntes políticas e partidos políticos de esquerda, incluindo obviamente o PCTP.

O movimento operário português, em comunhão com todos os trabalhadores europeus agora sujeitos a uma política idêntica, tem de saber unir-se contra a capitulação das centrais sindicais que, logo após uma semi-fracassada greve geral (facto que não quiseram reconhecer e tirar as respectivas lições), aceitam dialogar com um Governo que se assume cada vez mais feroz e provocador na sua sanha terrorista contra os trabalhadores e os pobres.

Para quê levar os operários a discutir com um governo destes o salário mínimo nacional ou as alterações às leis laborais?

Trazer para este terreno um movimento que deveria estar a radicalizar-se na realização de novas greves gerais, precisamente pelo derrube do Governo, é o que mais convém à classe dos capitalistas e dos seus ideólogos que se multiplicam – renovando-se com o lançamento dos da área da esquerda (Mateus e Vilaverdes Cabrais) – em soluções para impedir a explosão do movimento operário na direcção certa.

Mais do que nunca, a situação política actual exige a firme e correcta aplicação do marxismo à revolução portuguesa e uma luta sem tréguas contra o oportunismo e o revisionismo, bem como de um partido solidamente organizado, afastando da direcção do movimento operário todos os que se preparam para atraiçoar os trabalhadores num momento decisivo para o seu futuro.

Viva o Partido!

Viva o Marxismo!

Para a classe operária viver, o capitalismo tem de morrer!

 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

«QUANDO A LUTA É MAIS ENCARNIÇADA...»

* 
Ouvimos dizer: Não queres continuar a trabalhar connosco



1

Ouvimos dizer: Não queres continuar a trabalhar connosco.
Estás arrasado. Já não podes andar de cá para lá.
Estás muito cansado. Já não és capaz de aprender.
Estás liquidado.
Não se pode exigir de ti que faças mais.


Pois fica sabendo:
Nós exigimo-lo.


Se estiveres cansado e adormeceres
Ninguém te acordará nem dirá:
Levanta-te, está aqui a comida.
Porque é que a comida havia de estar ali?
Se não podes andar de cá pra lá
Ficarás estendido. Ninguém
Te irá buscar e dizer:
Houve uma revolução. As fábricas
Esperam por ti.
Porque é que havia de haver uma revolução?
Quando estiveres morto, virão enterrar-te
Quer tu sejas ou não culpado da tua morte.

Tu dizes:
Que já lutaste muito tempo. Que já não podes lutar mais.
Pois ouve:
Quer tu tenhas culpa ou não:
Se já não podes lutar mais, serás destruído.

2

Dizes tu:
Que esperaste muito tempo. Que já não podes ter esperanças.
Que esperavas tu?
Que a luta fosse fácil?


Não é esse o caso:
A nossa situação é pior do que tu julgavas.
É assim:
Se não levarmos a cabo o sobre-humano
Estamos perdidos.
Se não pudermos fazer o que ninguém de nós pode exigir
Afundar-nos-emos.


Os nossos inimigos só esperam
Que nós nos cansemos.


Quando a luta é mais encarniçada
É que os lutadores estão mais cansados.
Os lutadores que estão cansados demais perdem a batalha.


                                                                             Bertolt Brecht

(Versão portuguesa de Paulo Quintela, in: separata da revista "Vértice", n.º 382-383 (Nov.-Dez. 1975)


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ACORDO ORTOGRÁFICO À SORRELFA

O ministro da Presidência anunciou que o Acordo Ortográfico vai ser aplicado já no próximo ano lectivo. Entretanto, consta que a RTP se prepara também para aplicar tal acordo a partir de Janeiro próximo.
Caros cidadãos e cidadãs: agora é que a bagunça vai começar!
PROTESTEMOS POR TODAS AS VIAS!!!